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Porque a Spirulina é Ecológica?

por tema Informações 14/07/2020

Um dos mais antigos habitantes da terra, a spirulina apareceu na terra há 3,5 bilhões de anos.

Essa longínqua existência se deveu à sua imensa capacidade adaptativa e à sua vivência respeitosa do meio-ambiente. Nenhum outro ser vivo habitante da terra é tão eco responsável quanto essa imensa, apesar de microscópica, bem feitora do meio-ambiente. Além de ser um verdadeiro tesouro para nossa saúde ela é também um alimento ecológico que poderá daqui algumas décadas substituir a carne vermelha. Dada à sua anciã existência e ao papel que desempenha através de seu metabolismo, absorvedora de dióxido de carbono e produtora de oxigênio, pode-se certamente afirmar que a spirulina é uma protetora do nosso planeta.

A nova realidade planetária onde se configura excesso de poluição, aumento vertiginoso da demografia e aumento da pressão produtiva sobre a terra, levando sobretudo ao aquecimento global e a mudanças climáticas cada vez mais deletérias dos ecossistemas, apontam para um futuro catastrófico. No entanto, as mudanças de hábitos podem mudar esse quadro apocalíptico que se avizinha. Por exemplo, a diminuição do consumo de carne já seria um grande passo. Mas a questão que se coloca é: que alimento substituiria a carne? Com certeza a spirulina pode dar uma resposta viável para nutrir 10 bilhões de indivíduos em 2050.

A spirulina, produtora de oxigênio para a terra

As florestas desempenham um grande papel na absorção de gás carbono (CO2) produzido pelas atividades humanas. A vegetação permite absorver 25 %. Mas a spirulina é a campeã em termos de absorção de C02.

De fato, esta « alga milagre » é capaz de produzir 16 toneladas de oxigênio por ano e por hectare contra 10 a 15 toneladas pur um hectare de floresta!

No mesmo tempo, ela é capaz de captar entre 23 e 40 toneladas de C02 por hectare e por ano, enquanto em um ano, num hectare de floresta será captado 1 a 4 toneladas de CO2 [1].

Segundo Robert Henrikson [2] a produção de 1 mil quilos de spirulina seca implica em 450 quilos de carbono absorvido e 1200 quilos de oxigênio liberado na água e na atmosfera. No deserto da Califórnia, o rendimento anual em um hectare é de 14 toneladas de spirulina que absorve 6,3 toneladas de carbono e libera 17 toneladas de oxigênio.

O desastre da agricultura atual e a resposta que pode dar a spirulina

Sabemos que a pecuária é um desastre para o meio-ambiente :

  • É responsável por 14,5 % das emissões de gás de efeito estufa
  • É responsável por 63 % do desmatamento da Amazônia

Um vegetariano emite 2,5 vezes menos de gás de efeito estufa que um comedor de carne.
Por outro lado, o corpo humano precisa dos nutrimentos presentes na carne e mais particularmente o ferro que é muito presente na spirulina. Um regime vegetariano completado pelo consumo de spirulina é uma resposta para aliviar sua pegada de carbono.

A spirulina, contra a insegurança alimentar provocada pelo aquecimento climático

Atualmente, observa-se uma diminuição da malnutrição no mundo que baixou a 11,5 % contra 18,5 % há 25 anos… O que não será provavelmente mais o caso em 2080. De fato, o aquecimento do planeta tornará difícil as culturas tradicionais de arroz, milho ou trigo. Isto poderá colocar pelo menos 600 milhões de pessoas em insegurança alimentar.

A spirulina é composta de 60 % de proteínas, de vitaminas, minerais e oligo-elementos tendo já mostrado sua capacidade em curar crianças sofrendo de malnutrição grave. Consumir entre 1 e 3 gramas de spirulina por dia durante 4 a 6 semanas salvou crianças que sofriam de malnutrição.

Outro estudo mostrou que para curar 200 milhões de crianças sofrendo de malnutrição, seria necessário 400 000 toneladas de spirulina por ano, ou seja 45000 hectares de superfície, representando 0,01% da superfície agricultável do Brasil. Uma cultura de spirulina de 46000 Km2 (0,005% da superfície do Brasil), produz alimento para 625 bilhões de pessoas [3].

A spirulina, necessita de pouco espaço e pouca água

Comparativamente, para produzir proteína a spirulina necessita 30 vezes menos superfície que a proteína da soja e 40 vezes menos que a proteína do milho e de forma espetacular 300 vezes menos que a proteína da carne de boi.

Ainda mais, por quilo de proteína, a spirulina utiliza 30 vezes menos água que a cultura da soja e do milho e 50 menos água que a proteína da carne de boi. Até porque a água utilizada na cultura da spirulina é reutilizada, voltando à cultura após completado o ciclo de sua produção.

A spirulina não precisa de pesticidas, nem de herbicidas, nem de fungicidas, nem de antibióticos, nem de hormônios, nem de aditivos e nem de conservantes

A spirulina não provoca erosão e nem poluição dos solos, como faz a agricultura moderna. Foi calculado que a produção de um quilo de trigo destrói 22 quilos de solo fértil e que para a produção de 1 Kg de proteína de carne de boi se destrói 145 Kg de solo arável.

Nenhum pesticida, herbicida, fungicida, antibiótico, hormônio, aditivo, conservante é utilizado para se produzir a spirulina. Além disso, seu cultivo é feito fora do solo o que permite preservar os lençóis freáticos e também aproveitar solos degradados e impróprios à agricultura e à pecuária. Não havendo necessidade de desmatar para produzi-la, até porque ela é perfeitamente produzível em zonas desérticas, semi-desérticas e solos degradados. Produzir spirulina não gera competitividade ambiental, bem ao contrário promove simbiose, complementaridade e equilíbrio.

Além de suas qualidades nutricionais excepcionais que fazem dela o alimento “ideal e o mais completo do futuro” segundo a Unesco, a spirulina não é poluente, é econômica em consumo de água, despoluidora do ar (absorvedora de CO2), melhoradora da qualidade do ar respirável (produtora de oxigênio). Possuindo assim todas as qualidades que a tornam o alimento que será indispensável para a sobrevivência humana no futuro próximo onde seremos afrontados pela crise climática. E por toda sua capacidade de produzir proteína de inigualável qualidade e em abundância, além da sua riqueza em vitaminas, minerais, omegas e pigmentos (clorofila, ficocianina, caroteno…), sem provocar nenhuma agressão a nosso planeta e de contribuir significativamente para reparar os danos já existentes, a spirulina deve já começar a fazer parte da nossa mesa se assim quisermos manter nosso lar ainda como o único planeta habitável do universo.

Referências Bibliográficas

[1] Grantham, R. Chapter 19 Managing Global Change by Curtailing Emission Sources and Creating new Sinks ; Developments in Soil Science, Volume 20, 1990, Pages 221-230. https://doi.org/10.1016/S0166-2481(08)70497-5

[2] Henrikson, R.  Earth Food Spirulina – How this remarkable blue-green algae can transform your health and our planet ; 2009 , Published by Ronore Enterprises, Inc. PO Box 909, Hana, Maui, Hawaii 96718 USA. www.spirulinasource.com

[3] Vidalo, J. L. Spiruline L’algue bleue de santé et de prévention, 2eme édition, 2008, Editions du Dauphin, Paris.

 

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